Unioeste Campus de Beltrão monitora qualidade do principal rio do Sudoeste

quinta-feira, 04 de junho de 2020 | Sudoeste

Em tempos que os recursos hídricos do Planeta se tornam cada vez mais escassos, uma iniciativa da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Francisco Beltrão, está cuidando da preservação do principal manancial da captação de água do Sudoeste.  Trata-se do Projeto Avaliação da qualidade da água do Rio Marrecas, localizado em Francisco Beltrão. O projeto surgiu da necessidade de monitoramento por desconfiança em relação ao despejo inadequado de efluentes agrícolas, industriais, domésticos, entre outros agentes de poluição.

 

Graduada em Química, a coordenadora do projeto, Franciele Ani Caovilla Folador, é docente do curso de Nutrição, Campus de Francisco Beltrão, e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas e da Saúde, com mestrado e doutorado em Engenharia Agrícola na área de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. “Estou na Unioeste há 19 anos e vimos a necessidade de uma ação mais efetiva para avaliar a qualidade da água e melhorar o meio em que vivemos.”

 

A coordenadora elucida que rios tem sido fonte de relevantes estudos, que avaliam com a toxicidade da água, causada por poluentes, culminando em sérios danos ao meio ambiente. O dano afeta a saúde dos seres humanos, do planeta e o equilíbrio do ecossistema. Para avaliar a qualidade, a coleta e o exame da água são feitos por meio de técnicas experimentais nos laboratórios da Instituição “Assim, o projeto utilizando várias técnicas e tentado entender como está a qualidade da água do rio para posteriormente propor ações de melhoria.”

 

A professora relata que desde 2014 realiza análises relativas à qualidade da água do rio, mas foi somente em março de 2018 que a ideia se institucionalizou junto à Unioeste.  Seis anos depois do trabalho, a meta é concluir a pesquisa em 2021, quando será divulgado um relatório com sustentação científica sobre a qualidade da água. Com esses dados, será possível desenvolver ações de recuperação e preservação do rio. “É imprescindível conhecermos suas potencialidades e fragilidades”, frisou.

 

Da Unioeste participam os professores pesquisadores e docentes Gisele Arruda, Elvis Engels, Juliano Andre e também contam com a participação de professores colaboradores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus no Sudoeste e ainda uma docente da UFFF de Realeza PR.

 

Características do rio

 O rio Marrecas é um dos principais que banham o estado do Paraná. Nasce próximo à divisa de Santa Catarina com Paraná, perto de Flor da Serra do Sul, passa por Francisco Beltrão, onde na sua parte urbana a altitude do leito é em torno dos 540m. O rio deságua no rio Santana, afluente de rio Chopim. Entre seus afluentes são o rio Urutago, o rio Lonqueador e o rio Santa Rosa.

 

Além dos docentes, o trabalho de coleta, investigação e examinação da água envolvem também alunos de Iniciação Científica, que tem contato precoce com a área, instigando mais ideias e pesquisas.  “O objetivo do projeto é avaliar a qualidade das águas do Rio Marrecas através de análise de ecogenotoxicidade, presença de metais, propriedades físico-químicas e microbiológicas e a condição ambiental”, comenta a pesquisadora.

 

Com o trabalho, será possível informar a comunidade científica e a população local sobre a qualidade da água do rio, o principal de Francisco Beltrão. “Espera-se realizar o biomonitoramento das águas do rio, identificando efeitos prejudiciais às águas”.

 

A docente diz que com a divulgação dos resultados, deverá ocorrer sensibilização da população, evitando problemas futuros com relação à saúde humana e animal. “Mostrar um perfil da qualidade da água do rio poderá ser bioindicador para estudos futuros de preservação do meio ambiente”.

 

Publicações científicas

O projeto já enviou e está em fase de publicações científicas em revistas da plataforma do Conselho Nacional de Pesquisa, que divulgaram o trabalho junto à comunidade científica, em revistas Qualis e publicações em eventos científicos.



Fonte: O PARANÁ

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