Notícia

  • 23 julho 2026
  • Geral
Brasil registra recorde de feminicídios pelo quarto ano consecutivo

O Brasil voltou a registrar um aumento nos casos de feminicídio e atingiu, em 2025, o maior número desde que esse tipo de crime passou a ser contabilizado.

 

Foram 1.568 mulheres assassinadas por razões de gênero, uma alta de 4,7% em relação a 2024, quando foram registrados 1.492 casos.

 

Esta é a quarta alta anual consecutiva no país.

 

Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e fazem parte do levantamento anual sobre violência no país.

 

A média foi de quatro mulheres mortas por dia, o equivalente a um feminicídio a cada cinco horas.

 

Apesar do crescimento dos feminicídios, o Atlas da Violência 2026 aponta que os homicídios de mulheres, de forma geral, apresentaram queda ao longo da última década.

 

Especialistas explicam que parte desse cenário está relacionada à redução de assassinatos ocorridos fora do ambiente doméstico, enquanto os crimes motivados por violência de gênero permanecem em níveis elevados.

 

Outro dado que preocupa é o perfil dos casos.

 

A maior parte das agressões contra mulheres ocorre dentro de casa ou no ambiente familiar.

 

Segundo o Atlas da Violência 2026, 64% das notificações de violência contra mulheres aconteceram no ambiente familiar, e cerca de 80% das agressões foram registradas dentro da residência da vítima.

 

Especialistas destacam que o feminicídio, na maioria das vezes, representa o desfecho de um ciclo de violência iniciado com agressões físicas, psicológicas, ameaças e perseguições.

 

Por isso, reforçam a importância da denúncia e da busca por medidas protetivas nos primeiros sinais de violência.

 

O aumento dos feminicídios ocorre mesmo diante da ampliação das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.

 

Para pesquisadores e órgãos de segurança, o fortalecimento da prevenção, da rede de proteção às vítimas e da responsabilização dos agressores é considerado essencial para reduzir esse tipo de crime.


Fonte: PPNEWS
Desenvolvido por Goutnix - Agência Digital.