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  • 11 maio 2026
  • Paraná
Javalis se espalham pelo Paraná e ameaçam produção rural

O avanço dos javalis em áreas rurais do Paraná tem gerado preocupação crescente entre produtores, cooperativas e órgãos ambientais. Considerada uma das espécies invasoras mais agressivas do país, o animal vem causando prejuízos em lavouras, danos ambientais e riscos sanitários à produção agropecuária.

 

Diante do aumento dos registros, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu uma pesquisa nacional para mapear a presença dos chamados “suínos asselvajados”, incluindo javalis e javaporcos, em propriedades rurais.

 

A iniciativa surgiu a partir do Grupo de Trabalho de Javalis do Paraná e busca reunir informações para orientar políticas públicas de controle da espécie.

 

Sem predadores naturais no Brasil e com alta capacidade de reprodução, os javalis têm se espalhado rapidamente por diversas regiões do Estado.

 

Além de destruir plantações de milho, soja e outras culturas, os animais também atacam nascentes, revolvem o solo e afetam áreas de preservação ambiental.

 

Outro ponto que preocupa autoridades sanitárias é o risco de transmissão de doenças. Segundo entidades do setor agropecuário, os javalis podem atuar como vetores de enfermidades como a Peste Suína Clássica (PSC) e a Peste Suína Africana (PSA), ameaçando o status sanitário da cadeia produtiva de suínos no Brasil.

 

Nos últimos anos, o problema passou a mobilizar diferentes instituições no Paraná. Recentemente, o Instituto Água e Terra (IAT) firmou parceria com a cooperativa Frísia para ampliar estratégias de manejo e controle populacional dos javalis em parques estaduais.

 

A ação prevê o uso de insumos em armadilhas e monitoramento em unidades de conservação consideradas mais críticas.

 

Produtores rurais relatam perdas frequentes em plantações e aumento da presença dos animais próximos a propriedades e estradas rurais. O cruzamento de javalis com porcos domésticos, formando os chamados “javaporcos”, também contribui para acelerar a expansão da espécie.

 

A expectativa do setor é que os dados coletados na pesquisa nacional ajudem a dimensionar a gravidade do problema e fortaleçam medidas de controle nos próximos anos. Os resultados do levantamento devem ser divulgados no segundo semestre de 2026.


Fonte: PP News
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