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  • 04 agosto 2026
  • Política
Novo lança candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná

O Partido Novo confirmou neste sábado (1º) a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A decisão foi anunciada durante a convenção do partido, realizada em Curitiba.

 

Deltan Dallagnol é ex- deputado federal e ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF). A carreira no MPF ficou marcada pelo trabalho nos casos da Operação Lava Jato.
Nas eleições de 2022, foi o deputado federal mais votado do Paraná. Em 2023, teve o registro de candidatura cassado e perdeu o mandato. Desde então, a elegibilidade ou inelegibilidade dele é debatida política e juridicamente.

 

Em entrevista após a convenção partidária, destacou a oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT).
"Nós queremos construir aqui no Paraná uma fortaleza contra a corrupção, contra o PT, uma fortaleza da direita para proteger o nosso estado. E queremos levar justiça para Brasília e para o Brasil", afirmou.
O PL participa das eleições de 2026 no Paraná coligado com o Podemos, Democracia Cristã e Novo, que oficializou a candidatura de Deltan Dallagnol pouco antes da convenção do PL.

 

Calendário de convenções
 
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.

 

Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:
 

presidente;
governador;
senador (duas vagas por estado);
deputado federal;
deputado estadual;
 
 

Trajetória de Deltan Dallagnol
 
Deltan é formado em direito e mestre na área pela Harvard Law School. Nascido em 15 de janeiro de 1980, ele é natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná.


Ele foi procurador da República entre 2003 e novembro de 2021, quando pediu exoneração do cargo. No período em que foi procurador, atuou em casos como o do Banestado e, em 2014, passou a coordenar a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba.


Em setembro de 2020, ele deixou a força-tarefa da operação. Na época, ele alegou questões pessoais para a saída da operação.


Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 543 pessoas foram denunciadas em 217 acusações criminais apresentadas pela força-tarefa liderada por Dallagnol. 166 pessoas acabaram condenadas pela Justiça nestes processos.


Durante os seis anos à frente da operação, ele assinou denúncias contra diversos políticos e empresários, com destaque para uma apresentação em PowerPoint, em setembro de 2016, que acusou o ex-presidente Lula por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Em 2022, Dallagnol foi eleito deputado federal do Paraná. Ele foi o candidato mais votado ao cargo no estado.


Fonte: G1 PARANÁ - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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