Notícia

  • 10 abril 2026
  • Sudoeste
Operação policial desarticula esquema de exploração sexual e cárcere privado

Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal, a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) realizaram uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado na exploração sexual e na redução de vítimas à condição análoga à de escravo em São Lourenço do Oeste SC e Vitorino PR.

 

Foram cumpridos mandados de busca em três endereços, entre residenciais e comerciais, em São Lourenço do Oeste (SC), além de um endereço em Vitorino (PR). Também houve o bloqueio de cinco veículos e a quebra de sigilo de dados digitais e telemáticos dos investigados.

 

A ação é resultado de uma investigação que contou com a colaboração ativa da Polícia Civil, iniciada após o registro formal de denúncias por parte das vítimas e da prisão em flagrante de um dos integrantes do esquema criminoso.

 

Durante a apuração, a Polícia Federal identificou um grupo estruturado que aliciava pessoas por meio de promessas irreais de altos ganhos financeiros. Ao chegarem ao local, as vítimas eram exploradas sexualmente e submetidas a um regime de controle absoluto.

 

Para impedir tentativas de fuga, os criminosos utilizavam um sistema de servidão por dívida, cobrando valores abusivos e superfaturados por itens básicos, como alimentação e hospedagem, além de taxas punitivas arbitrárias.

 

A liberdade das vítimas também era restringida pela retenção de documentos pessoais e aparelhos celulares, vigilância constante por câmeras de segurança, intimidações realizadas por seguranças e episódios de agressão física contra quem demonstrasse intenção de deixar o local.

 

Os investigados poderão responder por crimes como redução à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, cárcere privado, lesão corporal e lavagem de dinheiro, entre outros.

 

Durante a operação, foram resgatadas uma mulher de origem argentina e sua filha, uma criança de três anos. Duas pessoas foram presas em flagrante: a mulher responsável pelo estabelecimento e um homem que mantinha a criança em cárcere privado, afastada do contato com a mãe.

Veja o que dizem as autoridades


Fonte: CampoErê.Com
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