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  • 04 novembro 2026
  • Clima Tempo
Simepar confirma passagem de tornado em Maringá

Meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmaram a passagem de um tornado em Maringá, no Norte do Paraná, entre a noite deste domingo (1) e segunda-feira (2).

 

O Simepar classificou o fenômeno como F2 na Escala Fujita, quando os ventos alcançam entre 180 km/h e 253 km/h e são capazes de provocar danos significativos, como árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e lançamento de objetos a grandes distâncias.

 

A classificação feita pela Escala Fujita é usada no Brasil para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados. Quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno. A escala vai de F0 a F5.

 

Até o início da noite desta terça-feira (3), mais de 47 mil imóveis estão sem energia elétrica na cidade e mais de 39 mil residências estão com o fornecimento interrompido há mais de 24 horas, segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel). A Companhia informou que cerca de 900 trabalhadores estão a campo para normalizar o serviço.

 

Os ventos derrubaram árvores, causaram destalhamento, danos à rede elétrica e bloqueios de vias. A cobertura do quartel do Corpo de Bombeiros da cidade cedeu, e partes da estrutura atingiram arquivos, móveis e equipamentos eletrônicos.

 

A Copel informou que foram 219 postes destruídos – sendo 51 substituídos e 122 em substituição, com 8 quilômetros de rede elétrica danificados. A Prefeitura de Maringá informou que foram cerca de 900 ocorrências de queda de árvores. Aproximadamente 600 pessoas buscaram lonas para as casas.

 

Segundo a prefeitura, 57 detentos do sistema penal foram acionados para colaborar na limpeza do município.

 

Tornado destruiu empresas de Maringá
Barracões de fábricas tiveram a estrutura destruída durante o temporal que a cidade registrou na madrugada de segunda-feira (2). Elas ficam no bairro Parque das Indústrias, um dos mais afetados.

 

Uma das empresas atingidas fabrica peças agrícolas há mais de 10 anos. Um vídeo mostra danos no telhado, paredes, móveis e veículos. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que são mais de 150 funcionários no local, sendo que uma parte chegou na manhã desta terça-feira para entender o que será feito.


Fonte: g1 Paraná
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