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  • 11 dezembro 2020
  • Sudoeste
Sudoeste lidera ranking dos casos de febre amarela no Paraná

Seis dos oito casos de febre amarela no Paraná são registrados no sudoeste. Entre eles, dois foram apontados no município de Clevelândia, três em Coronel Domingos Soares e um em Mangueirinha — ambos em locais de mata fechada.

 

Apesar do aparecimento de macacos mortos na região portando o vírus da febre amarela, a doença ainda não se manifestou em humanos, no Sudoeste. Porém, por se tratar de um período onde são esperadas mais notificações e ocorrências da doença, principalmente na população, é importante a vacinação, pois, essa é a única forma de se prevenir. 

 

Emanuelle Gemin Pouzato, médica veterinária da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da divulgação da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), reforça que a vacina é essencial para toda a população com idade entre nove meses e 60 anos.

 

Porém, como ela explica, a vacina é ainda mais necessária para pessoas residentes em áreas de mata — locais em que os mosquitos transmissores do vírus da febre amarela se encontram. “A população que está na área rural está mais suscetível a doença. É para elas que precisamos reforçar a importância da vacina”, disse.

 

Estamos livres de se contaminar?

De acordo com a médica veterinária, o Ministério da Saúde considera essencial e seguro, que a população com menos de um ano de idade, apresente um índice de cobertura vacinal acima de 95%.

 

No entanto, essa taxa não é alcançada no Sudoeste. Na microrregião de Pato Branco, da 7ª Regional de Saúde, esse índice está em 80,67% enquanto que na regional de Beltrão, sob cobertura da 8ª RS, o percentual é de 68,81%.

 

Diante das médias das duas regionais e da forte presença da doença na região, principalmente entre dezembro e maio de 2021, os municípios do Sudoeste, em especial os que já apresentam a existência da febre amarela, têm intensificado as campanhas de vacinação e solicitado à população que procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência para verificar sua carteira de vacinação.

 

Corredor ecológico

Conforme Emanuelle, a presença da doença na região, neste período epidemiológico, já era esperada, tendo em vista que o Sudoeste faz parte do corredor ecológico por onde a doença passará.

 

Segundo ela, os municípios da região já vem sendo preparados para o trato com a doença desde o início do ano. “Estamos orientando eles a estarem alertos nas notificações, a como fazer a coleta de amostras e como encaminhar esse material para o laboratório”, explicou.

 

Emanuelle comenta ainda que, a doença está percorrendo a calha do rio Iguaçú. Ela explica que o vírus causador da febre amarela está se amplificando no Sudoeste e está seguindo para o Oeste. “ Por isso, é importante conscientizar a população que o macaco não é transmissor da doença, ele é tão suscetível quanto nós. Ele sinaliza onde está ocorrendo a doença, por isso que é tão importante que façamos o monitoramento da morte dos macacos.”

 

O que é a febre amarela?

Conforme o Ministério da Saúde, “a febre amarela é uma doença febril aguda, de curta duração (no máximo 12 dias) e de gravidade variável, cuja agente etiológico é um arbovírus do gênero Flavivírus. A forma grave caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal que podem levar a morte.”

 

Antes do surgimento da vacina contra a doença, como aponta o Ministério da Saúde, a febre amarela foi responsável por um grande número de mortes entre o século XVIII e o início do século XX.


Fonte: DIÁRIO DO SUDOESTE | FOTO: DIVULGAÇÃO
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