De janeiro até o início de maio, 26 municípios paranaenses registraram ocorrências junto à Defesa Civil por falta de chuvas. A estimativa do órgão é de que cerca de 70 mil pessoas tenham sido diretamente afetadas.
O prejuízo privado, até o momento, é de R$ 664 milhões nas 26 cidades. Somente no Sudoeste, o valor estimado chega a R$ 230 milhões, a segunda região mais afetada do Estado. Já o prejuízo público é estimado em cerca de R$ 1,6 milhão em todo o Paraná.
Fernando Savian, da 10ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil, explica que a expectativa do órgão ainda é de crise hídrica ao longo de maio. Mesmo com o retorno das chuvas, a normalização dos afluentes e do abastecimento deve levar algum tempo.
O coordenador diz que o decreto para Cruzeiro do Iguaçu também deveria ser publicado até o fim da tarde desta terça-feira, 5.
Governo do Estado decretou emergência hídrica
Devido à estiagem que se estende desde dezembro do ano passado, o Governo do Estado decretou crise hídrica na última sexta-feira, 1º, O decreto aponta que a falta de chuva tem afetado o nível dos rios e há preocupação com o abastecimento de água em todo o Paraná.
O cenário dos rios no Paraná vem se agravando nos últimos meses. De acordo com o Governo, 69% dos 291 pontos de captação operam fora da normalidade. Desses, 52,58% estão em condição de “rio baixo” e 16,49% em situação de estiagem.
A medida determina que o uso de água tratada seja restrito somente a atividades essenciais. A lavagem de calçadas, pátios e veículos; irrigação de jardins e gramados; e o enchimento de piscinas e outras atividades recreativas de alto consumo ficam proibidos. A Sanepar também está autorizada a adotar, se necessário, o sistema de rodízio no abastecimento. O decreto fica em vigor por seis meses.
Fonte: Jônatas Araújo/ JdeB